- andar de teleférico ✔
- almoçar/jantar num restaurante "chique"
- ir ao Jardim Zoológico
- vires passar um fim de semana comigo
- ir comer ao chinês
- comer pizza num restaurante
- passar um dia na praia
- um passeio de bicicleta
- viajar juntos
«não precisa de ser perfeito, se for com você já será inesquecível»
(imagens retiradas da internet)
I am born.
- “Onde vais?”
- ” Ainda não sei … e tu?”
- “Também não sei. Vamos juntos?”
Quem és tu? Quem saberá responder? Só eu sei o que já fiz durante os anos em que cá estive, quem conheci, o que disse e não disse, em quem pensei. Se um dia partissemos em direcção ao desconhecido, lá onde ninguém nos tenha visto, quem seremos aos seus olhos? Verão a nossa capa, o aspecto exterior superficial que apresentamos, estudarão a nossa forma de andar, o timbre da nossa voz e a causalidade das nossas palabras e silêncios, não terão a mínima ideia de quem fomos antes de lá chegar. Gosto deste pensamento. Há sempre a chance de um, melhor, de quase infinitos, novos começos. Aos olhos dos outros seremos sempre uma tela em branco, algo a descobrir, quer seja verdade, ou não... Às vezes gostava de ser nómada (atenção ao título do meu blogue- vagabunda), de não criar laços com ninguém, viver sozinha, mas permanentemente acompanhada, embora sempre com pessoas diferentes. Conhecer uns aqui, desaparecer sem notícia, e ser encontrada noutro local, por outras pessoas, com as quais restabeleceria as tais relações casuais que estabelecera com os anteriores. De qualquer forma, a maior parte das pessoas não presta, mais valia conhecer apenas a sua superficie, esquecer o aborrecimento da convivência de alguém já conhecido, a falta de mistério e sedução...
Não acredito no que escrevi, gosto saber que conheço pessoas, e fico emocionada quando me apercebo à quantos anos convivemos, sente-se que são parte de nós, para contar a nossa história teriamos que contar a deles. Gosto também do conforto, embora muitas vezes falso, de que essas mesmas pessoas estariam dispostas a por as mão no fogo para nos ajudar, em prol dos laços que partilhamos.
"You had the grace to hold yourself while those around you crawled" (Candle in the Wind)
(imagem retirada da internet)
"What have we found?
The same old fears.
Wish you were here."
fotografia: Eu e o meu irmão, Setúbal 2011
Sabem porque é que a célula vai ao psicólogo ?
Tem Complexo de Golgi !
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O que é
Cl - Cl - Cl - Cl - Cl ??
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uma cloro-fila!
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como é que as hemácias se orientam no sangue??
seguem as plaquetas
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Ninguém beba água antes do exame!!! Ficam menos concentrados!!!
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Ontem demorei 5 horas a conseguir adormecer, sinto-me doente, física e psicologicamente, tenho a cabeça pesada e sinto-me ligeiramente atormentada, isto tinha logo que acontecer na véspera dos exames... Gostava de compreender é que estou assim. De qualquer forma, vou arrastar-me para a biblioteca, au revoir.
Não estou satisfeita com a minha vida académica, os exames estão-me a correr pessimamente, embora tenha andado a estudar razoavelmente. Sim, as minhas palavras incriminam-me de imediato, "razoavelmente não chega", dirá quem ler, "a universidade não é o secundário, para alcançar bons resultados, não te podes ficar por ler uma sebenta ou resumos, tens que ter sede do conhecimento, querer saber porquê, como, quando, onde."
Sento-me numa cadeira do auditório, abro o molho de folhas que se encontra a minha frente, leio a primeira questão, faço uma tímido circulo em torno de uma alínea e passo para a próxima, não sei a resposta, faço um ponto de exclamação gigante ao seu lado, que contém em si todo o o desespero, descrença e desilusão face a mim mesma, "não estudaste o suficiente. É bem feita.", penso para mim. Enquanto volto a pé para casa penso "Mereço os resultados que obtenho, colho o que semeio" e neste caso, semeei mediocridade. Será esta a palavra que melhor representa a imagem que de mim mesma tenho: medíocre, e devo dizer que tal é muito, mas muito triste.
Sei que não sou a única, mas tenho que expressar a minha total desolação: Obrigado Faculdade, por me fazeres sentir o ser mais estúpido à face da Terra.
Ah, e odeio exames a descontar!
“…and remember, always deny the apocalypse. Because you’ll usually be right, and when you’re wrong, there’ll be no one around to tell you I told you so.” by charlie mcdonnell
Diria que o meu objectivo para 2012 será "settle down". Sei que este objectivo facilmente poderá ser interpretado como um grave erro que cometo, uma prova de fraqueza até; desisto do meu sonho de entrar em medicina. Será que é a decisão acertada? Diz-se que devemos sempre querer mais, não aceitarmos o contentamento, sonhar sempre ir mais além. Mas dizem-nos também para vivermos cada dia como se fosse o último, já que o objectivo principal das nossas vidas será sermos felizes com o que temos. Assim, convenço-me que o meu curso não é mau de todo e que até se ajusta ao meu protótipo de vida, já que não me agradam horários complicados e não tenho grandes necessidades económicas, não sou seduzida por marcas francesas de calçado ou por carros topo de gama.
Decidi que vou começar a ser uma estudante muito aplicada, vou ler a matéria antes desta ser leccionada nas aulas (e tentar não pairar pelo ar e pensar em mil e uma coisas enquanto que o professor(a) explica o que eu deveria estar a ouvir) e ir estudando ao longo do semestre. Vou ter aulas de yoga, que sempre me agradou e deixar de levar as coisas tanto a peito. Vou reduzir o tempo que passo na internet, e tentar fazer coisas mais úteis, que me trarão alguma realização. Resumidamente, sim, vou assentar, e sim, talvez seja uma desistência. Mas podemos sempre examinar a situação por outro ponto de vista, e definir que foi uma simples mudança de percurso.
Acredito que às vezes não há decisões certas ou erradas, mas sim a decisão X e a Y, e qualquer que seja a nossa escolha... sobrevivemos.
Feliz 2012!
Escrevemos porque não queremos morrer
Há uma parte de mim que será eternamente nostálgica, não importa quão bem a vida me corra. Sabe bem sentir-me ligeiramente atormentada por dentro, enquanto oiço músicas com instrumentais calmos, vozes arrepiantes e letras belissimas.