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Errante

"Por mais soberana que a a minha mente se torne, o meu coração será para sempre vagabundo"

16
Jan18

#confissão, coisas que me tiram de mim

anpatriciaa

  Gosto de pensar que sou uma rapariga tolerante e flexível, mas se há coisa que me tira do sério é estar estudar na biblioteca e ter alguém a pigarrear a cada 10 segundos. Sabem, aquele barulho que se faz ao limpar a garganta, às vezes antes de falar? Bem tento racionaliza que a pobre pessoa possa estar constipada e com uma impressão danada na garganta, mas não consigo deixar de a odiar secretamente.

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04
Jun16

Tudo ou nada

anpatriciaa

 Uma das coisas que ainda não aprendi, ao longo do meu amadurecimento, é a aceitar que as coisas não são a preto e branco. Aceitar que as pessoas à nossa volta já fizeram coisas más, às vezes muito más, mas que isso não apaga as coisas boas que fizeram. É engraçado, a forma como uma coisa má parece que anula mil boas, e essas mil boas não anulam a má.

 Isto é daquelas coisas que na teoria eu entendo, mas na prática ainda não consigo aplicar muito bem, tenho dificuldade em sentir-me da mesma forma em relação à pessoa. Mas por outro lado, talvez seja suposto ser assim, sentir-se diferente, mas escolher continuar a estar com a pessoa. Talvez até seja bom, agora conhecemos melhor a pessoa, estamos, de algum modo, mais próximos da verdade.

annao-culturainquieta5.jpg

fotografia: Anna O invitan 

09
Out15

aprendizagem

anpatriciaa

If-you-are-the-smartest-person-in-the-room-then-yo

Eu ando a levar esta frase demasiado à letra. Inscrevi-me no coro da faculdade, e sou de longe a pessoa mais desafinada de lá, inscrevi-me para o grupo de dança, quando o espetáculo é daqui a 4 semanas, e sou de longe a mais esquerda de pés... Das duas uma, ou sou uma rapariga muito ambiciosa, ou sou uma idiota. Talvez seja um bocadinho de cada.

10
Ago15

a minha vida

anpatriciaa

São 3 e meia da manhã, está calor, amanhã acordo cedo e não consigo dormir. Estou sentada na cama a treinar suturas numa batata, com fio dentário e uma agulha improvisada que fiz a partir de uma rede de arame. A minha vida está a atingir novos patamares...

07
Nov13

Introvertida vs Extrovertida

anpatriciaa

 

 

 

Ao longo dos meus 19 anos sempre me senti insatisfeita com a minha vida social. Recordo os meus 13 anos, passados numa emigração em Inglaterra e vem-me de novo a ânsia de não conseguir conectar melhor com os meus, na altura, "peers", aquela impressão que ninguém me conhecia de verdade, de tão dificil que é saberes quem és no meio de tantas caras, todas com tantas histórias de fundo como as que tu tens e que não se vêem quando se olha alguém de relance. Os anos foram passando, e nestas alturas ninguém dá muita importância a estes problemas, é normal os adolescentes terem dificuldade na sua adaptação, é a tal fase em que nos descobrimos, e temos sempre a ideia de que tudo será perfeito mais tarde. Ora foi no meu 10º ano, já em Portugal, que escrevi uma "too do list" (e agora que penso nisso nem era uma lista, mas um texto corrido...) que colei na parede do meu quarto, e entre as várias ideias constava, "Stop thinkig tomorrow will be a better day". Compreendo que à primeira leitura esta frase pareça desencorajadora, mas não é a essa a sua essência, passarei à sua explicação: Tenho tendência a viver numa fantasia, as coisas correm mal e eu desculpo-me com um "para a próxima será diferente", mas a verdade é que não é bem assim, e certos acontecimentos têm tendência a repetirem-se. Atenção, não estou a falar de um "o teste correu mal, vou ter má nota", aí, claro, o correcto a fazer será admitir que é normal e que para a próxima teremos o mais brilhante 19,9 que aquele professor já viu, refiro-me aqueles hábitos que se repetem desde que me lembro, refiro-me à frustração de não me sentir conectada com as pessoas, ao difícil que é saberes quem és no meio de tantas caras, que não é nem um bocadinho mais fácil, apesar dos meus já 19 anos, apesar da quantidade de caras e experiências com que me deparei, apesar de já ter vivido sozinha durante um ano, apesar de fazer o meu máximo para abrir a minha mente e explorar novos horizontes. Continua a parecer tão distante como alguma vez pareceu.

 

  

 

 Interrogo-me se sou introvertida, interrogo as pessoas que melhor conheço e que não achem muito estranha a minha pergunta, as opiniões variam. A minha mãe mantêm firme esta ideia, e diz que terei simplesmente de me aceitar como sou, os amigos acham que sou super social e alguns até descontraída. A do descontraída não concordo nem um bocado, devo ser das pessoas mais tensas que conheço e sinto-me vermelha e atrapalhada quando posta em "check mate", mas a ideia da expressão agrada-me; quem me dera a mim ser descontraida. É para mim arquétipo de perfeição, aquela pessoa sempre confiante, que está sempre numa boa e integrada em qualquer lugar, que inspira confiança nos outros. E é aqui que se vê o meu problema, tenho um ideal de pessoa fixo, ao qual não me adapto, ou seja, fico aquém dos meus ideais, destruindo a minha auto-estima. Continuo com a dúvida, "o que me define?", e encontro uma frase na internet que ajuda:

 

"Remember, though, that no one is all introvert or all extrovert. Introverts attend wild parties, and extroverts curl up with their favorite books. As the psychologist Carl Jung put it, "There is no such thing as a pure extrovert or a pure introvert. Such a man would be in the lunatic asylum."

 

Sou uma mistura, uma que talvez tenda para a introversão. Mas claro, não preencho todos os requisitos, veremos algumas características introvertidas minhas:

 

1) Adoro conhecer pessoas novas, mas de facto sinto-me muito mais feliz num grupo pequeno do que no meio da multidão, onde mesmo no meio dos meus amigos sou invadida por uma solidão imensa.

2) Adoro falar em público e sempre surpreendi nas apresentações orais pela minha aparente confiança, mas realmente prefiro estas do que ter que falar cara a cara com as pessoas, ou seja, ao contrário do que me parecia, uma apresentação oral nem será um desafio para a maioria dos introvertidos, já que é uma actividade, embora disfarçada, solitária e que não necessita de interacção directa com ninguém, está-se a falar para um público, um único, e não para um certo número de espectadores individuais.

3)Sempre preferi desportos individuais, saber que alguém teria que me passar a bola atormentava-me, lembro o "Só me passam às vezes porque são meus amigos"

4) Encontro numa lista que um sinal de introversão é: "Networking (read: small-talk with the end goal of advancing your career) makes you feel like a phony" e digamos que este é apenas um dos meus maiores medos em relação a esta minha personalidade. Se há coisa útil no mercado de trabalho é conseguirmos "vender o nosso peixe" e, apesar das minhas notas, aparento sempre não ser muito inteligente, o que é péssimo até dizer chega e me tem vindo a atormentar, especialmente na faculdade, no secundário, os professores conhecem-te e basta teres boa nota nos testes que estás safo, mas aqui, digamos que as minhas notas das práticas ficam sempre aquém porque eu aparento sempre não fazer a mínima ideia do que estou para ali a fazer.

 

Coisas da vida... Termino este post de forma aberta, continuo sem saber quem sou, mas talvez seja mesmo assim que se deve viver, na ignorância que nos permite manter a ânsia de tentar ir mais longe. Quem sabe se até as aparentes pessoas confiantes têm destas coisas... (?)

 

source: http://www.huffingtonpost.com/2013/08/20/introverts-signs-am-i-introverted_n_3721431.html

28
Out13

:)

anpatriciaa

 Passei a manhã a tentar estudar fármaco, é tão difícil! Entretanto comecei a ouvir uma gravação que alguém havia gravado da prof., mas que fixe! Dá para ouvir e voltar a ouvir as partes mais importantes, dá para relembrar aqueles toques de lógica que os livros falham em transmitir, a forma de unir os pontos que são a teoria. De repente, eram 11 horas. Planeava baldar-me às teóricas de manhã, mas a aula das 12h era de SNA, a tal matéria de farmacologia que me anda a dar voltas à cabeça, decidi ir e gravar eu a aula, não vá a pessoa que gravou as anteriores não o fazer desta vez... Bem, cheguei 10 minutos atrasada, porta barrada, damn! Ia estudar para o aquário, mas estava demasiado cheio e quente, então fui para a biblioteca do 6º piso (desta vez fui de elevador, evitei os 132 degraus xD). Quanto cheguei, constatei que me havia esquecido dos fones, damn, outra vez! Estudo estragado, não me apetece ler mais o livro nem as sebentas. Fui perguntar ao senhor da biblioteca se alugavam fones, ele riu-se e disse que nunca tinha pensado em investir nisso, mas que parecia uma boa ideia. Agradeci e fui sentar-me, passado um pouco ele veio ter comigo com uns fones já antigos, e pediu-me pra ver se funcionavam. Voilá, servem perfeitamente a sua função. Fiquei feliz, o senhor foi muito querido. Lembrei-me de Santiago, um episodio semelhante aconteceu-me com o senhor lá da biblioteca da USC- medicina. Fiquei com saudades, foi um bom ano. Ocorreu-me que daqui a uns anos a cara desse senhor de Santiago se apagará da minha memória. Uma cara que eu tão bem conhecia, por vê-lo praticamente todos os dias, entre um olá ao inicio da tarde e um adeus aquando do fecho da biblioteca às 21h30...

 

fotografias: ano passado em Santiago de Compostela (aii, a saudade!)

16
Out13

desistir ou fracassar assumidamente?

anpatriciaa

 É tão dificil fazer um esforço quando se crê que a derrota é eminente. Desistir é tão mais apetecivel, porque quando desistimos sentimos que não falhámos (embora o tenhamos feito, e talvez de forma ainda mais evidente do que se falhássemos de forma assumida e humilde). "Não é que tenha chumbado, simplesmente nem sequer o fiz...".

 

 Tenho um teste amanhã, tive apenas 2 dias para estudar visto que, como vai sendo habitual, comecei a ir às aulas já tarde. Não sei nada, vou arruinar tudo logo ao principio. Que seca!

 

Anway, isto foi apenas um desabafo, não vale a pena ser tão derrotista, é óbvio que o teste não me vai correr bem, mas também não será motivo de luto. Tenho que impressionar no próximo, apenas isso. :)

 

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